Enviado em 11 do 12 de 2007 às 09:30

Lendo um dos meus blogs favoritos o Irmãos Brain, fiquei sabendo que os nossos amáveis políticos estão criando um projeto de lei, que já foi aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico e será votado agora na Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicações (relator, Dep. Jorge Bittar do PT), que define como lei que:
- 50% da rede de canais das TVs por assinatura deverá ser composta por CANAIS BRASILEIROS.
- 10% da programação dos canais estrangeiros deverá ser composta por PROGRAMAS BRASILEIROS.
Até o momento que escrevi esse post 81622 pessoas estavam participando de um protesto digital contra esse projeto, se você concorda que não deve haver cotas na televisão clique aqui e participe.
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Gente,
Melhor seria se informar antes de ir atirando contra o projeto. A propaganda é absolutamente enviesada para colocar todos contra o que o Projeto de Lei proposto.
Será que de repente, a Sky (do magnata Rupert Murdoch) e a ABTA (que representa os canais estrangeiros) resolveram ficar boazinha?
O enviesamento da campanha “Liberdade na TV” é total, para conquistar corações e mentes.
O que o projeto propõe em relação às cotas? São basicamente 3 cotas?
1 - que daqui a 4 anos, teremos 3:30h SEMANAIS de conteúdo nacional (equivalente a 10% do tempo dentro das 5 horas do horário nobre) nos canais que tem maioria de espaço qualificado nas 5 horas do horário nobre. Entram: Warner, Sony, Discoverys, HBO, etc. E ficam de fora: NHK, RAI, ESPN, etc, porque não tem maior parte de espaço qualificado no horário nobre. Vejam bem, 210 minutos por semana em 4 anos. E no primeiro ano, 25% disso, ou exatamente 52 minutos SEMANAIS. Isso é absurdo?
2 - O projeto é inteligente ao aproveitar a digitalização das redes de tv por assinatura, fato que promete aumentar em muito o número de canais possíveis de veiculação para criar uma cota de canais que tenham conteúdo brasileiro, em sua maior parte. Caso nada seja feito, as redes aumentarão em 50 a 100 os canais disponíveis e todos esses canais serão programados por empresas estrangeiras, com conteúdo estrangeiro dentro deles. O texto propõe 30% de todos os canais qualificados existentes no pacote (a titulo de exemplo: HBO e Cartoon são “canais qualificados”, ESPN e Canal Rural não). Isso dá, de fato cerca de 20 a 25 canais caso o pacote tenha 100 canais (visto que o cômputo se dá não em cima de todo o pacote, mas apenas em cima dos canais que tem majoritariamente espaço qualificado no horário nobre. 20 a 25 cansi (em 100) daqui a 4 anos. No primeiro ano, a cota, pela proposta será 25% disso (ou seja 4 a 5 canais). Isso é muito? Pode ser… mas absurdo?
3 – O projeto propõe 50% de canais programados por empresas de capital nacional. Essa cota não diz se o conteúdo será, nesses canais, brasileiro ou estrangeiro. É uma cota para os programadores nacionais, ponto. Não faz qualquer menção ao contudo existente dentro deles. Os canais Telecines por exemplo, são da Globosat (da Globo) e entrariam nessa cota. O Canal Rural, o SporTV e o Shoptime também. E só veiculam conteúdo estrangeiro. É uma cota grande?. Pode ser. Mas absurda?? Se diminuísse para um percentual razoável, continuaria absurda?
O que mais o projeto, agora coma relatoria do deputado Jorge Bittar, propõe:
1 - mecanismos importantes para incentivar a competição (essa palavra que os grandes empresários brasileiros tanto odeiam) na televisão por assinatura (art. 11, art. Art. 17, por exemplo);
2 - mecanismo que faz com que alguns eventos nacionais considerados relevantes (alguns eventos esportivos, por exemplo) sejam veiculados por mais canais de programação, estando, portanto, mais acessíveis a mais gente.
O que o projeto não propõe:
1 - a retirada dos atuais canais (estrangeiros) dos pacotes. A aplicação das cotas é progressiva, sendo alcançadas, na totalidade, em 4 anos. E em quatro anos, todas as redes estarão digitalizadas, permitindo muito mais canais.
2 - computar 10% em cima de toda a grade horária diária dos canais estrangeiros. Os 10% são em cima de 5 horas do horário nobre. Dá 30 minutos por dia (em 4 anos) e 3:30h na semana.
Como tais propagandas manipulam as informações:
1 – Dizendo que 10% da programação TOTAL dos canais estrangeiros deverá ser composta por programas brasileiros. Na verdade é 10% de 5 horas diárias (§ 2º do art. 18).
2 – Dizendo que 50% dos canais terão de veicular conteúdo nacional. O que é uma inverdade. A cota de 50% é para programadores nacionais. E eles exibem o que quiserem: jornalismo, filmes estrangeiros, jogos de futebol, etc.
Há muitos interesses em jogo. E estão usando de propaganda maliciosa para fazer massa de manobra contra o projeto.
A peça de propaganda diz que estão ameaçando a liberdade de escolha. Pergunta: que liberdade de escolha o assinante tem hoje?
De pagar por uma TV por assinatura que custa de 2 a 3 vezes mais do que nos países da América do Sul para um ter um conjunto similar de canais?
Ou de comprar pocotes absolutamente fechados, onde não se permite a escolha de canal por canal?
São só os estrangeiros que estão interessados nessa campanha? Pois nem os estrangeiros ficaram bonzinhos, nem estão sozinhos na estória. Interessa às Organizações Globo continuar com o quase monopólio da programação brasileira na TV por assinatura. Sozinha, a empresa entrega conteúdo (canais de programação) para 82% dos assinantes brasileiros (vá em http://netbrasil.globo.com/ e clique em “Quem somos). Com esse situação, deita e rola, fazendo o preço dos pacotes serem de 2 a 3 vezes maior que nos países vizinhos, para um conjunto similar de canais. Por que interessaria à empresa qualquer possibilidade de mudança nessa situação?? Qual o interesse da empresa para fazer o mercado de televisão por assinatura crescer, se isso mataria a galinha de ovos de ouro dela (a audiência da TV aberta)?? Tudo que as organizações Globo odeiam é a competição na TV aberta, ou mesmo dentro da TV por assinatura, pois hoje, já domina também esse mercado.
No site “Liberdade na TV”, sequer há qualquer link para o texto do PL. Por quê? Para fazer com que a peça mentirosa de propaganda se sustente?
Quem quiser, pode ir a fundo e ver o texto do PL em:
http://www.deputadobittar.com.br/pdf/071208_ef_convergencia.pdf
As cotas estão a partir do artigo 15. É só conferir. E REFLETIR a respeito.
Abraços, João
PS: só mais uma informação,vi lá, o cômputo das cotas é realizado em cima dos pacote que chega na casa do assinante. Por pacote entende-se todos os canais, MENOS os canais de veiculação obrigatória (canais abertos, comunitário, TVs do legislativo, judiciário, etc.)
Na minha opnião é mais uma vez os políticos fora de seu assunto, procurando como bloquear exigir e manipular.
Discutir realmente orçamentos e impostos nunca fazem, mas criar novas maneiras de gerar lucro sempre fazem.
Gosto de programas estrangeiros, e muito pouco de programas nacionais, se você diz procure se informar antes de atirar campanhas, o que você quer é menos informação pra quem realmente precisa saber.
No Brasil o que falta é isso, políticos que tratem de política!
Liberdade na TV é…..
…poder escolher e assinar os canais que eu quero e não ser forçado a adquirir um pacote cheio de canais inúteis e que ninguém assiste.
Liberdade na TV é oferecer vantagens e descontos para antigos assinantes e não somente para atrair os novos.
Liberdade na TV é ser bem atendido pelas operadoras de tv a cabo, em tempo ágil, seja por telefone, seja pessoalmente.
Liberdade na TV é ver menos comerciais nos canais de tv por assinatura.
Liberdade na TV é não interromper a programação de tv a cabo que eu estou assistindo para colocar o Big Brother Brasil ao vivo.
Liberdade na TV é não ser obrigado a ler, ver e ouvir erros grotescos de tradução de legendas, narrativas em filmes e documentários por causa de gente incompetente que presta esse serviço aos canais de tv a cabo.
Liberdade na TV é assistir canais de tv por assinatura que respeitam a língua portuguesa e escrevem as palavras corretamente em legendas, vinhetas e títulos.
Liberdade na TV é ver menos abuso de estrangeirismo nos títulos de programas que os canais de tv a cabo empurram goela abaixo dos assinantes e sequer se esforçam para traduzir.
Liberdade na TV é assistir menos reprises de programas, dia após dia.
Liberdade na TV é tirar do ar os inconvenientes “Polishops da Vida” que vendem eletrodomésticos, aparelhos de ginástica, escadas dobráveis e modeladores corporais milagrosos, onde o preço não é mostrado mas que são exorbitantes.
Liberdade na TV é permitir que novos artistas mostrem suas músicas nos programas de tv e acabar com a epidemia de regravações, erradicar o “mensalão” da MPB, o jabá das gravadoras e o analfabetismo musical dos brasileiros.
Liberdade na TV é mandar prender as quadrilhas que, sem auditoria, produzem programas como Hyper Q.I., Fantasia e Imnsônia, fazendo falsas promessas de ganhos e usam a televisão para roubar telespectadores com ilusão, sedução barata, induzindo-os ao erro.
E MAIS….
Liberdade na TV é não fazer terrorismo com os assinantes.
Liberdade na TV é publicar o Projeto de Lei n° 29/07 na íntegra no site http://www.liberdadenatv.com.br ou inserir um link direto para o texto original para que o assinate faça sua interpretação.
Liberdade na TV é questionar se a ABTA defende apenas o interesse dos países ricos e donos dos canais estrangeiros de tv por assinatura através de propaganda tendenciosa.
Liberdade na TV é esclarecer que a SKY BRASIL SERVIÇOS LTDA é dona do domínio http://www.liberdadenatv.com.br
Caros,
Há muita manipulação de informações por trás da campanha contra o Projeto de Lei que tramita no Congresso Brasileiro. A campanha é orquestrada pela Sky (News Co, Fox, Murdoch) e pela ABPTA (programadores internacionais). O “estudo” - uma peça de propaganda sem fundamentação - que vc se refere foi encomendado por esses dois, interessados até a medula em derrubar o projeto.
Ao que parece, tem apoio da Globo. Fiz um blog para discutir o tema. Chama-se “Mercado de TV paga no Brasil”
http://www.cotastvpaga.blogspot.com
Há um post exclusivo sobre a campanha:
http://cotastvpaga.blogspot.com/2008/03/liberdade-na-tv-uma-campanha-enganadora.html
Entre lá, vamos discutir, com base nos fatos, e não na manipulação. abraços, João
Os nossos amáveis políticos deveriam se preocupar com coisas tais a Educação, Saúde, segurança e outras importantes ao invés de ficarem procurando o que fazer para aparecer
Tv por assinatura é para quem tem condições de pagar e não para quem quer.
Que este conteúdo medíocre, podre e pobre que a programação Brasileira aberta tem(Gugu, Fautão, Altas horas, Pânico na TV…) fiquem onde estão(seria melhor que não existissem). Não devemos deixar que tragam este lixo, que são as produções Brasileiras, de programação para a tv por assinatura.
Tv por assinatura tem quem pode, e quem a utiliza sabe o poderá acontecer se uma medida amarrada dessa vir a vigorar.
Podre Bittar, entrou numa de Gaiato!